Exactamente 5 anos depois, voltei a Paris para um fim-de-semana prolongado em Novembro de 2013: eu e a Marta decidimos ir visitar a Cláudia, que está tirar lá o Mestrado. Talvez por ter ficado num alojamento universitário, talvez por ter já feito o “check” à maioria dos pontos turísticos da cidade, consegui relaxar – é tão bom quando não temos de ser turistas! – e descobrir um pouco da vida de Paris.

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Percurso Pedestre – Principais pontos visitados aos longo da viagem

O Le Comptoir Géneral foi um dos meus locais preferidos desta viagem. Depois de palmilhar as ruas de Paris, fomos ao final da tarde conhecer este bar-restaurante-museu-loja que é, basicamente, tudo o que um hipster pode desejar. Assumindo-se como um Museu do Ghetto, o Le Comptoir está decorado com mobília velha, tem um espírito africano, serve almoços jantares e à noite funciona também como bar.

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Le Comptoir Général

Tive pena de não ter ficado para jantar, mas, segundo percebi, as refeições/ prato principal aqui rondam os 16 € e as bebidas à noite os 6 €. Se pensarem em visitar o sítio, não se esqueçam de consultar a agenda uns dias antes, porque há sempre coisas a acontecer: concertos ou exposições.

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Le Comptoir Général

Para jantar, gostei muito do Gladines – um restaurante típico do país basco francês. E para mim ficou provado que é possível comer-se muito bem no centro de Paris sem nos levarem os olhos da cara. No Gladines as refeições/ prato principal ficam entre 13€ e 14€. Esperem carne deliciosa e molhos bem gulosos – notem o meu prato abaixo!

Chez Gladines

Chez Gladines

Depois do jantar, fomos sair para o Quartier Latin, um bairro perto da universidade da Sorbonne onde muitos estudantes (e alguns turistas, claro) vão sair à noite. A zona tem vários bares de ambiente descontraído e mais alternativo, a preços decentes para Paris.

Fomos levados por um parisiense ao Teddy’s Bar, um espaço com muita escolha em termos de cerveja e de bebidas em geral, que da parte da tarde tem happy hour e jogos de tabuleiro disponíveis durante todo o dia. É um espaço que, como o nome indica, está cheio de ursos por todo o lado, mas o convidado de honra é o René Miaou, um gato que se faz passear pelo balcão e meses em busca de festinhas… Acho que a ASAE em Portugal não permitiria tal coisa.

No Teddy’s deram-me a conhecer uma especialidade muito apreciada em França, especialmente Paris, e que leva três ingredientes: absinto, água e açúcar. O absinto deixou-me de pé atrás, mas a água corta parte do teor alcoólico da bebida e o açúcar torna a bebida digna de se repetir. Então é assim: junta-se um pouco de água ao absinto num copo pequeno. Por cima, coloca-se uma colher com um cubo de açúcar embebido na bebida. Depois é só acender com um isqueiro para o açúcar ir derretendo para a bebida.

Teddy's Bar

Teddy’s Bar

Parece bem não, não é?

Gostei bastante do Quartier Latin, e apesar de o Teddy’s ter sido o único bar que conheci, deixo podem ver aqui uma lista da Time Out sobre os bares deste bairro e como podem ver fiz uma boa escolha: o Teddy’s é o melhor avaliado e com o menor preço médio. Yey!

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Jardin des Tulieres

Para terminar a viagem, tive também de fazer um último check ao ponto turístico que me estava em falta. Passamos então um dia em Versalhes! Por mais castelos e palácios que possam já ter visitado, este é absolutamente obrigatório para quem tenha e quem não tenha interesse por história. Além de podermos ver de perto o luxo dos reis franceses – mais precisamente dos reis Louis XIV, Louis XV e Louis XVI (este último, aquele que foi morto pela guilhotina, juntamente com a sua mulher Marie Antoinette) – é fascinante ver a própria disposição dos quartos e das salas, todos eles percorridos por um corredor que atravessa o palácio.

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Eu e a Marta em Versalhes

As casas do século XX e XXI já não se fazem assim, com um corredor que passa em todas as divisões, e demonstra claramente que as noções de privacidade pré-Revolução Francesa eram completamente diferentes. O Rei e a Rainha viviam numa contínua montra e todos os seus momentos sociais eram uma mostra à corte. A forma como esta exposição da família real está tão latente no Palácio de Versalhes foi aquilo que mais me marcou na visita ao Palácio, mais até do que todo o luxo e riqueza…

Pont des Arts

Pont des Arts

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Chamo-me Diana.Gosto de ler, gosto de escrever e tenho ganho o gosto de viajar. Decidi juntar as histórias acumuladas neste espaço e chamei-lhe Contramapa. Porque nas contracapas dos meus livros existe sempre um mapa, um sítio onde ir, um local a descobrir. Aqui podem conhecer as minhas histórias e viagens em livro aberto.

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