Cheguei a Nova Iorque pelas 00h00 e foi logo um choque. Ruas cheias de gente, luzes, animação. Fiz 20 minutos a pé até ao nosso Hotel, passando por Times Square e tudo aquilo me pareceu um enorme parque de diversão para adultos, com lojas da Toys’R’Us, M&Ms, Hershey’s Chocolate World. As personagens na rua pedem-nos que lhes tiremos fotos em troco de uma gorjeta. Tudo em euforia. Eu vinha de uma viagem de 4 horas de autocarro (um dia em Boston) e não estava preparada para aquilo…

Times Square

Depois de uma bela noite de sono, tudo me pareceu melhor. Começámos por percorrer a 5th Avenue para ver as lojas mais luxuosas. Primeiro a Apple Store no cubo transparente, depois a Cartier, a Louis Vuitton, a MAC, etc. Mesmo não comprando nada (pudera!), passear naquela avenida é uma experiência por si.

As montras são pensadas ao detalhe e poderiam muito bem ser instalações num qualquer museu de arte moderna. Andámos e sentimos a energia frenética da cidade. Em cada bocadinho da cidade está alguma coisa a acontecer – um edifício a ser construído, uma banca de street food, um turista a tirar um fotografia. Uma cidade em ebulição, o que só pode ser consequência da verticalidade, que gera uma enorme densidade: de pessoas, de espaços, de energia.

montra 5th avenue nova iorque

Digam lá se não parece uma obra de arte!

Interrompi a imersão e fui visitar o MOMA (Museum of Modern Art), que apresenta uma das melhores coleções de arte moderna a nível mundial. O espaço é bastante aberto e fácil de visitar sem nos confundirmos ou perdermos. A dimensão do museu também é amigável, o que nos permite ver grande parte das obras num espaço de tempo útil sem sentirmos que estamos a ser inundados com demasiada informação.starry night van gogh

andy warhol marilyn monroe

À hora de almoço foi a vez de experimentar a street food de Nova Iorque. Apesar de os cachorros se terem tornado icónicos na cidade, hoje em dia há toda uma diversidade de roulotes em cada esquina, incluindo muitos kebabs e shoarmas, que permitem matar a fome de forma rápida e barata. Escolhi um kebab, mas não fiquei satisfeita: logo de seguida fui à Little Italy Pizza – é uma cadeia mas as pizzas são ótimas – e acompanhei tudo com um granizado.

Cansados de uma manhã intensa, ainda fomos à New York Public Library e ao Grand Central Terminal, dois grandes marcos da cidade.

A biblioteca, que começou a ser desenvolvida no século XIX é uma organização privada sem fins lucrativos, o que mostra que muitas vezes aqueles que prosperam no sonho americano devolvem algum à sociedade. Além dos salões enormes, o exterior é rodeado pelo Bryant Park, que também alberga muitos eventos gratuitos, como concertos, exposições ao ar livre e teatro. Vale a pena consultar o calendário se pensarem em passar por lá.

New York Public Library leões

Os leões da New York Public Library

Bryan Park Nova Iorque

Quanto ao Grand Central Terminal, é um dos edifícios históricos da cidade, que vale a pena passar numa primeira visita. É a entrada para a cidade da oportunidade, onde a cada minuto somos atravessados por centenas de pessoas.

Grand Station Terminal

Não é majestoso?

Ao início da noite, fomos ver o Phantom of the Opera à Broadway. Clássico!

No fundo, aquilo que se chama Broadway, é um conjunto que cerca de 40 teatros que ficam na Broadway Avenue, entre os cruzamentos das 42th Street e 55 Street, perto da Times Square, e a que se dá o nome de Theater District. Os teatros começaram a surgir nesta zona da cidade no início do século XX, mas foi apenas depois da Grande Depressão que os teatros da Broadway entraram na sua era dourada, com musicais como Oklahoma!.

Depois de um período de declínio em que muitos dos edifícios estiveram para ser demolidos, houve uma campanha no início dos anos 80 para salvar os teatros e a área Broadway/Times Square foi identificado como distrito histórico a ser preservado, tornando-se aquilo que é hoje: um destino turistico-cultural com 13 milhões de visitantes em cada temporada. O que dá cerca de 35.000 pessoas por dia!

Para reservarem bilhetes para a Broadway, leiam o programa na Broadway.com e escolham a vossa peça. Depois podem comprar os vossos bilhetes lá diretamente, mas nós decidimos recorrer à TheaterMania, que oferece descontos. Deixo-vos apenas dois conselhos para desfrutarem: vistam roupa quente (eles abusam do ar condicionado) e levem os vossos próprios snacks e água. Dentro do teatro, é um roubo!

DSC00217 Broadway

Quando o espectáculo terminou, fomos dar uma segunda oportunidade a Times Square. O mesmo mar de gente e eu sem perceber o que é que tanta gente faz naquele sítio o tempo todo. Mal chegámos instalou-se uma confusão e havia pessoas a correr no meio da estrada. Por momentos pensei que fosse um ataque terrorista. Depois lembrei-me que podia ser alguém famoso. Mas não. Era só um rapaz que pensava que era o Bane e tinha luzinhas no carro. Acho que era uma demonstração de carros. Nunca hei-de perceber.

Saímos dali e fomos à Sbarro – outra cadeia de pizzas, mas menos boa que a Little Italy Pizza. De repente lembrei-se das famosas contagens decrescentes das passagens de ano que acontecem na praça. Tive medo. Acho que Times Square não é para mim.

Mais: Roteiro de 1 mês nos EUA e segundo dia de viagem.

times square

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Chamo-me Diana.Gosto de ler, gosto de escrever e tenho ganho o gosto de viajar. Decidi juntar as histórias acumuladas neste espaço e chamei-lhe Contramapa. Porque nas contracapas dos meus livros existe sempre um mapa, um sítio onde ir, um local a descobrir. Aqui podem conhecer as minhas histórias e viagens em livro aberto.

0 replies
  1. tltVan
    tltVan says:

    Duas coisas:
    1) inveeeeeeja! Do MOMA (starry night <3), do museu de historia, central park!
    2) Times square (ok, também estou com (alguma, não muita) inveja de times square :p). Apesar da confusão constante e do rodopio de gente, nào te pareceu pequena? Foi uma experiência estranha, a minha, andei "daqui ali" e já acabou… :p achei, realmente, pequena.
    Acho curioso teres dito que sentiste medo, eu também! Fui a Times Sq. acho que eram 2:30/3am e estava, praticamente, "vazia" – havia umas centenas de pessoas à espera para entrar (ou sair) num concerto de hip-hop. Umas largas dezenas delas com armas à cintura. Típico. Assustador.

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    • Diana
      Diana says:

      Opá, não fiquei mesmo nada fã de Times Square, demasiada gente concentrada no mesmo sítio – só isso, dá-me medo! Não vi armas, se tivesse visto é que tinha ficado mesmo assustada… Acho que foi o único sítio que não gostei em Nova Iorque (como deves ter percebido pelos posts, Chinatown, Lowe East Side, East Village, Greenwich <3) e aquele que tenho a certeza que não quero voltar…

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