O que fazer em Marrakech: 10 locais a não perder

Um destino aqui tão perto e tão exótico. Marrakech fica a pouco mais de uma hora de avião de Lisboa, mas, mal aterramos no aeroporto, sentimos que chegamos a um mundo diferente. Estamos em África. As cores e os cheiros são mais intensos. Os sons e os risos mais altos. Aqui, negoceia-se até perder a cabeça, come-se tagine de legumes com sumo de laranja e caminha-se pela praça até muito depois do pôr-do-sol. O trânsito infernal reflete a energia que palpita no país. Ainda mal chegámos e já fomos engolidos no frenesim! Embarquei numa viagem da Marrocos.com e trago-vos hoje dicas sobre o que fazer em Marrakech.

Vejam abaixo os 10 locais a não perder em Marrakech!

1 – A energia da Praça Jemaa El Fna

A grande praça de Marrakech é o ponto de encontro para marroquinos e estrangeiros. É um local em ebulição contínua que ganha uma nova vida à noite, quando se enche de locais. Há performances ao ar livre rodeadas de uma pequena multidão, há mostras de cobras e macacos, há berberes em traje tradicional, há bancas de comida, sumo de laranja e todo o tipo de artesanato à venda.

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2 – Os (intermináveis) souks de Marrakech

No topo de o que fazer em Marrakech estão os labirínticos souks, que começam a norte da praça Jemaa El Fna. Este é o coração comercial da medina, onde podemos ver algum do melhor artesanato do país. É preciso perder-nos algumas vezes (e sem medo!) para conhecer os melhores locais. Há ruelas dedicadas ao ferro forjado, à pele, ao têxtil, etc. O melhor de tudo é que em muitos dos becos podemos observar os artesãos a trabalharem, quer seja a soldar o próximo candeeiro, quer seja a tingir o próximo lenço. O segredo para sobreviver aos souks? Aprender a negociar, claro está!

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3 – Os jardins da mesquita de Cutubia

O símbolo mais reconhecível de Marrakech é o minarete da mesquita Cutubia (em francês: Koutoubia), com 77 metros de altura. Como a cidade é bastante plana e composta de edifícios baixos, o minarete pode ser observado de quase qualquer ponto da cidade.

Apesar de os não-muçulmanos estarem proibidos de entrar na mesquita, vale a pena fazer um passeio até este local religioso para contemplar o minarete e percorrer os jardins. Este é outro ponto de encontro para os marroquinos e, depois do pôr-do-sol, podemos ver várias famílias e casais a descontraírem nos arredores da mesquita.

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4 – A madraça Ben Youssef

Esta belíssima escola corânica foi fundada no século XIV e reconstruída no século XVI, representando uma das mais belas obras de arquitetura de Marrocos. Mantendo-se fiel aos ideais islâmicos, não existem imagens figurativas, o pátio interior tem uma piscina de purificação, as paredes são compostas por azulejo, estuque e madeira (de baixo para cima) e as telhas são verdes.

Possuindo dormitórios para 130 estudantes da religião islâmica, chegou a receber até 900 estudantes. Cada um deles apenas poderia ingressar quando tivesse memorizado os 6600 versículos do Alcorão. A escola esteve em funcionamento até 1960, altura em que foi encerrada para obras, abrindo mais tarde como monumento histórico.

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5 – O Palácio Bahia

O Palácio Bahia reina em opulência e beleza. Foi construído no século XIX pelo grão-vizir Si Musa e ampliado pelo seu filho Ahmed ben Musa, que mantinha aqui o seu harém: 4 esposas e 24 concubinas. Além das divisões familiares, o grande riad era composto por uma mesquita, um balneário (hamam), uma horta e um grande pátio, à volta do qual se encontravam os quartos das concubinas.

Após a morte de Ahmed ben Musa, o palácio foi saqueado e passou para as mãos do Estado, tendo servido de residência oficial do administrador colonial francês. Hoje, o palácio pode ser visitado durante grande parte do ano e é uma herança da glória do passado.

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6  – Os túmulos Saadianos

Neste mausoléu colectivo encontram-se 60 membros da dinastia saadiana que reinou em Marrocos do século XVI ao XVII. Após a queda desta dinastia, o mausoléu foi tapado e apenas foi descoberto em 1917, praticamente intacto.

Composto por 3 divisões, a mais bela é a sala das 12 colunas, onde está sepultado Ahmed al-Mansur, o sultão mais poderoso desta dinastia. No exterior há ainda um jardim onde estão sepultados os soldados e servos mais próximos da família real.

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7 – Museu de Marrakech

Localizado no Palácio Dar Menebhi, o Museu de Marrakech é um exemplo da arquitetura andaluz do século XIX. No seu interior, possui uma coleção da arte moderna e tradicional marroquina, onde podemos observar peças das culturas marroquinas, berberes, judias e islâmicas.

8 – O Bairro Judeu

Passear pelo bairro judeu de Marrakech (Mellah) é uma oportunidade de observar uma arquitetura diferente daquela a que estamos habituados na cidade. Apesar de a maioria dos judeus ter abandonado a cidade após a Segunda Guerra Mundial, a herança arquitectónica manteve-se e ainda existem alguns estabelecimentos comerciais judeus. O bairro começa junto à Praça Flerblantiers e, além dos edifícios bem preservados e com a estrela de David, é possível visitar o cemitério judeu e as duas sinagogas mais importantes: Lazama e El Fasiines.

9 – Jardim Majorelle (e museu Berbere)

Do lado de fora das muralhas da cidade antiga fica o Jardim Botânico Majorelle. Construído pelo pintor francês Jacques Majorelle entre 1920 e 1930, o jardim tornou-se popular não só pelas várias espécies de plantas e aves, mas principalmente pelo tom de azul utilizado no edifício principal, que viria a tornar-se o “azul majorelle”.

Os jardins foram posteriormente adquiridos por Yves Saint-Laurent e Pierre Bergé, sendo que as cinzas do primeiro descansam aqui.

Além dos jardins, existe um pequeno museu da cultura berbere, composto por 3 salas. Apesar de ser uma exposição pequena, está muito bem concebida e através dela conseguimos perceber a história e cultura desta etnia.

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10 – Palácio El Badi

Construído pelo sultão Ahamed al-Mansur no século XVI pouco depois da batalha da Álcacer-Quibir (essa mesmo que nos levou o D. Sebastião), o palácio El Badi foi financiado em grande parte pelo resgate pago pelos portugueses após a derrota na batalha. Após a queda da dinastia saadiana, o palácio entrou numa rápida decadência e hoje apenas as suas ruínas podem ser visitadas.

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Chamo-me Diana.Gosto de ler, gosto de escrever e tenho ganho o gosto de viajar. Decidi juntar as histórias acumuladas neste espaço e chamei-lhe Contramapa. Porque nas contracapas dos meus livros existe sempre um mapa, um sítio onde ir, um local a descobrir. Aqui podem conhecer as minhas histórias e viagens em livro aberto.

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