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Sapporo: Chocolate, cerveja e ramen

Primeira paragem no Japão: Sapporo. Depois de 3 voos, 1 metro, 1 comboio e 1 autocarro, chegámos finalmente ao primeiro destino no país e tínhamos um dia muito longo pela frente. Ignorámos o jetlag (o que é isso?) e fomos explorar a cidade.

Sapporo fica na ilha de Hokkaido, no norte do Japão, que apenas foi oficialmente incorporada no país no século XIX, no início da era Meiji. Até então era uma ilha quase selvagem, onde vivia a população nativa ainu. Após a incorporação no império japonês, houve um grande investimento no desenvolvimento da ilha e foi inclusivamente criada uma capital de raiz: Sapporo.

sapporo japão

Desenhada quase a esquadro, a cidade é composta de ruas largas paralelas e perpendiculares. Hoje, esta é a quarta cidade japonesa em termos de população, com muito entretenimento, gastronomia e uma indústria forte, impulsionada desde a era Meiji.

A nossa primeira paragem em Sapporo foi precisamente a fábrica da Shiroi Koibito. Estas bolachas de recheio de chocolate branco são muito populares no Japão e a sua origem remonta ao século XIX, quando as técnicas industriais foram importadas do mundo ocidental. A tour é curta, mas nela podemos ver a coleção de chávenas de chocolate e de embalagens, perceber a história do chocolate e assistir ao processo produtivo das bolachas in loco.

O melhor da visita é o final. Num pequeno café podemos apreciar diferentes chocolates: nós optámos por uma bebida de chocolate branco para aquecer a manhã.

sapporo japão

Depois do chocolate, seguimos para a cerveja. A Sapporo é provavelmente a cerveja japonesa mais conhecida e teve as suas origens também no século XIX, quando as técnicas cervejeiras foram importadas da Alemanha. No museu da Sapporo podemos aprender sobre a história da cerveja, o processo produtivo e as antigas campanhas publicitárias, que incutiram o gosto pela bebida na sociedade japonesa, associando elementos mais tradicionais (como o kimono) à cerveja.

No final do museu, existe um pequeno beer garden onde podemos provar diferentes cervejas a um preço muito simpático. Quem disse que só se bebe depois de almoço?

sapporo japão

O chocolate e a cerveja apenas serviram para abrir o apetite. Seguimos então para um dos muitos centros comerciais de Sapporo para almoçar.

Com um clima bastante rigoroso e um vento gélido (é abril e ainda há neve nas ruas da cidade), os centros comerciais aclimatizados e confortáveis são o refúgio dos japoneses e onde a vida acontece. Como uma autêntica cidade debaixo de terra, as galerias subterrâneas são contíguas, dando uma ideia de submundo: há, por exemplo, a JR Tower (na estação de comboios), a Pole Town e a Aurora Town (por baixo do Parque Odori).

Foi numa destas galerias que almoçámos: uma soba de aquecer a alma. Para sobremesa, fomos em busca de mais duas iguarias da cidade: gelado de nata e pastel de queijo. Com energias repostas, enfrentámos as centenas de lojas subterrâneas!

À noite, a cidade ganha vida ao de cima. Desde as galerias em arcada Tanukikoji que reúnem vários restaurantes e lojas, à área se Susukino, com restaurantes, bares e muita gente pelas ruas. Sendo um dos locais do Japão conhecido pelo ramen, fomos em busca da Ganso Sapporo Ramen Street: uma pequena ruela com uma dúzia de pequenos restaurantes, onde se come ao balcão, de frente para o ramen (picante!), que é confecionado à nossa frente.

sapporo japão

sapporo japão

Depois de vaguearmos pelas ruas, descobrimos o segredo dos bares: a verticalidade. Subimos a um terceiro andar para a última experiência do dia, um sake quente. Aparentemente, este não é um segredo descoberto por muitos ocidentais, dada a estupefação de quem nos abriu a porta. Depois de alguns olhares de espanto e risos, lá descobrimos a melhor forma de comunicar: o Google Translate. Descalçámo-nos, entrámos e lá bebemos o nosso sake, em jeito de despedida de Sapporo.


Chamo-me Diana.Gosto de ler, gosto de escrever e tenho ganho o gosto de viajar. Decidi juntar as histórias acumuladas neste espaço e chamei-lhe Contramapa. Porque nas contracapas dos meus livros existe sempre um mapa, um sítio onde ir, um local a descobrir. Aqui podem conhecer as minhas histórias e viagens em livro aberto.

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CONTRAMAPA

4 comentários
    • contramapa
      contramapa says:

      Opá, foi mesmo por acaso. Andávamos pela zona de bares e estávamos a ficar desiludidos de não encontrar bar nenhum.. até que o meu namorado disse que leu qualquer coisa acerca dos bares ficarem nos andares de cima. Eu lembrei-me logo de um cena do Lost in Translation e decidimos subir a um prédio qualquer. Escolhemos o andar ao calhas, e tinha 3 bares (em 3 apartamentos diferentes). Entrámos naquele que nos pareceu melhor e pronto. Noite feita.

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