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Em busca do Zêzere (e dos Templários!) em Santarém

O Centro de Portugal tem recantos maravilhosos para descobrir (como já tinha referido quando visitei as Aldeias de Xisto e a Serra da Gardunha). E um desses belos recantos é toda a área que envolve o Rio Zêzere. Num dos fim-de-semanas deste Outono decidi rumar às margens do Zêzere, mais precisamente no distrito de Santarém.

Dornes, a vila na península do Zêzere

No extremo norte do distrito de Santarém, está plantada uma pequena vila de herança templária junto ao Zêzere, que já existia antes da fundação de Portugal, no século XII: Dornes.

O monumento principal da pequena vila do conselho de Ferreira do Zêzere é a Torre de Dornes ou Torre Pentagonal, que foi mandada construir por Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários em Portugal, e fundador da cidade de Tomar.

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Tal como o nome indica, a torre tem 5 faces, sendo um exemplo da arquitetura militar da Reconquista. A torre terá sido construída sobre uma antiga torre romana, anterior à era cristã, o que atesta que esta pequena península é habitada há mais de 2 milénios!

Além da Torre Pentagonal, de Dornes podemos apreciar uma bela panorâmica sobre o rio Zêzere, principalmente a partir do cemitério. Localizado na ponta da península, logo depois da Torre, este lugar transpira uma serenidade imensa. É mórbido, mas veio-me à cabeça que, um dia, gostava de ser enterrada aqui.

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O nome da vila foi dado pela Rainha Santa Isabel e advém do nome “dores”, depois do cavaleiro Guilherme de Paiva ter ouvido um pranto nos bosques e ter sido guiado à imagem de uma santa. Conta a lenda que, após o milagre, a Rainha Santa Isabel mandou erigir uma capela para lá guardar a Nossa Senhora do Pranto. A igreja e a imagem ainda lá estão desde o século XIII, junto à Torre pentagonal e ao cemitério.

Tomar, a cidade dos templários

Depois da pequena passagem por Dornes, rumámos a Tomar, uma cidade com uma longa história  ligada à fundação de Portugal e, acima de tudo, aos cavaleiros templários. Era a partir desta cidade que a Ordem dos Templários governava uma grande parte do centro de Portugal.

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Aqui, há muito para ver. Começando, claro, pelo complexo arquitetónico do Convento de Cristo, que evoluiu ao longo dos séculos e é composto por diversos monumentos, no perímetro do Castelo de Tomar.

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Tendo começado a ser construído por Gualdim Pais em 1160, o Castelo de Tomar é hoje um dos mais importantes do país, com os seus estilos romântico, gótico e renascentista. Nesta altura, dentro das muralhas da fortaleza, existia a vila, o terreiro, a casa militar, a Alcáçova e o oratório dos cavaleiros (a chamada Charola).

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300 anos volvidos, o infante D. Henrique torna-se o administrador da Ordem de Cristo (que sucedey à Ordem dos Templários) em 1420, orientando-a para a expansão marítima. Nesta altura, a antiga casa militar do castelo é convertida num convento, são construídos dois claustros e a Alcáçova é transformada na casa senhorial do infante.

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Posteriormente, no reinado de D. Manuel e em plena época áurea dos descobrimentos portugueses, o convento continua a ser reformado. A charola templária foi ampliada com a construção de uma igreja e sacristia em estilo manuelino, celebrando as descobertas marítimas e a fé. É desta altura a famosa janela manuelina, ex libris deste estilo arquitectónico exuberante.

No reinado seguinte, D. João III reforma a Ordem de Cristo, tornando-a numa ordem religiosa de clausura (em antítese com o espírito inicial de expansão), o que tem também impactos na linha arquitétonica a tomar. Inicia-se em 1532 a construção de um convento de estilo sóbrio e classicista (claustro D. João III), que só viria a terminar no reinado dos Filipes de Espanha, juntamente com a Sacristia Nova e o Aqueduto dos Pegões (foto abaixo).

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Depois de um período conturbado no século XIX e XX, em que partes do complexo do convento de Cristo foram saqueadas, vendidas e demolidas, o Convento de Cristo é hoje considerado património mundial da UNESCO e um dos pontos mais visitados em Portugal! E é realmente uma experiência única e uma viagem no tempo que nos toma quase meio dia! O bilhete individual custa 6€, mas existem algumas isenções como a 1º domingo de cada mês.

Contudo, o Convento de Cristo não é o único local a ser visitado na cidade. A sinagoga de Tomar, no centro histórico, é também um ponto de interesse. Localizada na judiaria, sobreviveu até ao final do século XV, quando D. Manuel aboliu as sinagogas em Portugal, obrigando os judeus a converterem-se em cristãos novos. Passou a funcionar como prisão, depois como palheiro, adega e armazém. Hoje, transformou-se no pequeno museu luso-hebraico onde podemos recordar a cultura e religião desta comunidade…

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Outro ponto de interesse da cidade é a Igreja Santa Maria dos Olivais. Localizada na margem esquerda do rio Nabão (afluente do Zêzere), foi a matriz para todas as igrejas do Império Português.

A Igreja São João Baptista (foto abaixo), na Praça da República, é também um ponto de interesse. Sendo de finais do século XV, tem um portal manuelino, e é na área em volta da igreja que é celebrada a Festa dos Tabuleiros, que se realiza em Julho a cada 4 anos.

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A Casa Memória Lopes-Graça, o Museu da Levada, a Casa dos Cubos e a Mata Nacional dos Sete Montes são alguns dos outros locais que podem ser visitados.

Aldeia do Mato, a piscina fluvial mais bonita

Ao final do dia chegámos à Aldeia do Mato, para um belo pôr-do-sol de outono. A aldeia plantada na margem do rio Zêzere é mais frequentada durante o verão, onde centenas de visitantes invadem a piscina fluvial localizada na albufeira de Castelo de Bode. Nessa altura, há um bar e parque de merendas aberto ao público e barcos e canoas para os mais aventureiros.

Mas a natureza envolvente e o vale do Zêzere podem também ser gozados num belo dia de outono, e foi exatamente isso que fizemos! Apreciar a natureza em pleno num recanto ainda (quase) por descobrir no nosso belo Portugal.

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Almourol, o castelo dos contos-de-fada

No dia seguinte de manhã foi altura de visitar o Castelo de Almourol, também uma obra dos templários na altura da Reconquista Cristã, e talvez a mais emblemática, digna de um filme da Disney!

Construído numa pequena ilhota no rio Tejo (aqui, já não é Zêzere), este castelo é único e parece saído diretamente de um conto-de-fadas. Uma pequena embarcação faz a travessia, o que aumenta o romantismo da visita. A travessia e a entrada no castelo custam 2,5€.

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Golegã, a capital do cavalo

A nossa última paragem foi na Golegã, onde se realiza anualmente a Feira Nacional do Cavalo em novembro. Ele é chapéus de aba larga, coletes de pelo e botas de cano alto. Ele é carruagens puxadas por cavalos ou pónei. Ele é cavaleiros e cavaleiras a passearem-se pela vila durante a semana da festa até chegarem à praça onde decorrem as provas e demonstrações. E para a maioria da pessoas, é festa nas ruas da vila numa das dezenas de barraquinhas que vendem petiscos, vinho, jerupiga, ginginha e cerveja!

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Contudo, não é só durante a Feira do Cavalo que a Golegã convida à visita. Em tempos mais calmos, há muito para descobrir.

No centro da vila há dois pontos. O primeiro é a Igreja Matriz da Golegã, com um pórtico manuelino muito característico. O segundo ponto é a Casa-Estúdio Carlos Relvas, um chalet do século XIX com uma arquitetura muito singular, num estilo mourisco com uma estrutura de ferro envidraçada. O fundador da casa era um amante da fotografia e criou aqui um laboratório e estúdio dedicado ao desenvolvimento desta arte, que hoje pode ser visitado como museu.

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Nas redondezas existe ainda a Reserva Natural do Paul Boquilobo, uma área protegida onde é possível realizar alguns percursos pedestres (a partir do Centro de Interpretação da Reserva) para observar a colónia de garças na Primavera, entre outras espécies residentes. É levar binóculos!! Saibam mais no site da Reserva Natural do Paul Boquilobo e no ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, onde existe informação detalhada.

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Existe também outro monumento com herança templária a visitar. A Quinta da Cardiga foi doada por D. Afonso Henriques aos templários no século XII. Aqui, a Ordem do Templo construiu um castelo (cuja torre sobreviveu até aos dias de hoje). Mais tarde, no século XVI, foi construído um palacete, uma capela e um claustro, que ainda hoje continuam de pé. É um local carregado de história mas infelizmente encontra-se hoje à venda…

Onde Comer

– Restaurante Taverna Antiqua

Para mergulhar por completo no universo templário do Zêzere, a gastronomia também desempenha um papel. E por isso fomos visitar o restaurante Taverna Antiqua, em Tomar. Este é um espaço temático onde mal damos o primeiro passo, viajamos no tempo para uma era de cavaleiros, espadas, castelos, reinados e…. hidromel, muito hidromel.

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O restaurante abriu em 2012, fundado por um apaixonado por conservação e restauro que se rendeu à arte do palato, sem descorar a arquitetura. O edifício já foi uma padaria, um talho e hoje é um restaurante que aproveita os elementos do passado: quer seja a argola onde se prendia o burro ou as pedras brancas das salgueiras do talho. Os detalhes modernos, como o dispensador de papel, estão “camuflados” e não destoam, garantindo que a suspensão da descrença não é quebrada… tal e qual estivéssemos no cinema.

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De resto, há bancos e mesas de madeira compridas, música ambiente medieval, castiçais de ferro forjado, e refeições à luz das velas, servidas por empregados trajados a rigor… e de barba. Será coincidência ou aprumo medieval?

A Refeição

Para se chegar à ementa hoje apresentada na Taverna Antiqua foi necessária uma investigação exaustiva. Acontece que uma carta medieval exclui muitos ingredientes que não se utilizavam na época (como a batata, o tomate, o pimento e o cacau) e vai buscar receitas com séculos de existência, que até podem ser bastante complexas…

O resultado está à vista e é uma mistura de receitas medievais e modernas com apenas ingredientes utilizados na época, como a abóbora, a castanha e os cogumelos selvagens. E muitas empadas, carne de caça e doces conventuais!

Ora, para a nossa refeição, iniciámos a viagem medieval com uma sopa cremosa e densa de castanhas, cogumelos e bacon, a acompanhar com pão caseiro e azeitonas bem temperadas.

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Para primeiro prato, elegemos o javali com molho de frutos do bosque, com suflé e abóbora e esparregado. Absolutamente delicioso, com o molho de frutos a dar um toque doce à refeição, tornando a carne de caça menos pesada do que o habitual. O suflé de abóbora e o esparregado dão um toque ainda mais guloso a esta opção. Tudo aprovado.

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O segundo prato foi o pernil de porco com castanhas e migas de broa com grelos e feijão frade. Forte, mas muito suculento, e ideal para os bons garfos.

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Digerimos tudo isto com duas canecas de hidromel bem fresquinhas, a bebida alcoólica doce que era consumida pelos celtas e pelos vikings. Na Taverna Antiqua há também vários tipos de cerveja artesanal, para paladares mais amargos.

Para sobremesa elegemos um clássico doce conventual: o Pudim Abade de Priscos. A receita é da autoria do pároco da freguesia de Priscos (em Braga), amante da culinária e um dos maiores cozinheiros do século XIX, tendo chegado a organizar banquetes para o rei D. Luís I.

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Preços e Reserva

A refeição completa na Taverna Antiqua custa a partir de 20€. Com lotação para cerca de 40 lugares, o restaurante estava praticamente cheio a um almoço de sábado no outono, portanto poderá fazer sentido reservar! Poderão fazê-lo através do número de telefone: +351 249 311 236 ou tavernaantiqua@gmail.com

Localização

Praça da República, 23-25, Tomar

– Restaurante A Lúria

Lúria significa refúgio de coelhos, mas há muito que este local deixou de ser um segredo. Situado na região de Tomar, o restaurante A Lúria tem duas grandes salas de refeição onde oferece os melhores sabores da região, respeitando alguma da sazonalidade da zona centro. Modesto e tradicional, mas com personalidade, este é um daqueles restaurantes que repito com alguma frequência!

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A Refeição

As cilercas (cogumelos selvagens) assadas ou com ovos são uma das especialidades dos pratos de entrada n’A Lúria. A salada de polvo é outro dos preferidos dos visitantes.

Contudo, são os pratos principais que me deixam sempre a salivar. Aqui, já comi o melhor cabrito assado no forno da minha vida, mas há mais. Magusto de carnes grelhadas, pão recheado, laranjada de feijão, posta de vitela mirandesa, sável com açorda e lampreia à bordalesa são algumas das iguarias.

Para sobremesa, há leite creme, farófias e pastéis da lúria, tudo ótimo e tudo caseiro.

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Preços e Reserva

A refeição completa n’A Lúria custa a partir de 20€. Com lotação para cerca de 100 lugares, encontro sempre o restaurante estava praticamente cheio, sempre que o visito! Convém reservar, principalmente se visitarem em grupo. Poderão fazê-lo através do número de telefone: +351 249 381 402.

Localização

Rua da Alegria, 34, São Pedro de Tomar, Tomar.

Onde Dormir: Quinta da Eira Velha

Na Aldeia do Mato encontrámos o local ideal para descansar, que alia o charme rústico aos confortos modernos. Fruto de um antigo sonho de família, a Quinta da Eira Velha foi totalmente recuperada e aberta ao público em 2015, tornando-se numa casa de turismo rural com 4 quartos duplos. O número ideal para manter a proximidade com os hóspedes, já que é a caseira Benvinda (é mesmo o nome dela!) que nos abre as portas e o proprietário que se senta connosco à mesa para dois dedos de conversa.

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A quinta pertence à família há seis gerações, sendo que a  casa  foi construída em 1929 e esteve desabitada desde 1974. Em 2014 foi recuperada, mantendo-se o estilo rural da construção, incluindo as paredes de pedra, o pavimento de xisto e as portas de madeira. É outra viagem no tempo! Os confortos modernos foram também pensados em detalhe, e com uma perspectiva ecológica: por exemplo, o aquecimento central da casa é feito com os desperdícios da atividade florestal da família e o aquecimento das águas com recurso a painéis solares.

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Os quartos têm uma decoração cuidada e o pequeno almoço faz-nos pensar que chegámos à casa dos nossos avós. Adorei os livros antigos espalhados pelo quarto e pela casa! Os pequeno-almoço é servido numa mesa corrida, de madeira, onde todos os hóspedes se sentam e convivem. A Benvinda vem-nos perguntar se queremos leite fervido e ovos mexidos, que são feitos na hora, e ainda nos recorda que há bolo de chocolate caseiro e croissants quentes. Tudo com produtos da região, que os hipermercados não chegam aqui… Só não servem almoços e jantares, mas têm uma copa para que os hóspedes possam cozinhar o que bem entendem.

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A Quinta da Eira Velha tem também uma vista privilegiada sobre o lago de Castelo de Bode. Daqui, podemos caminhar até à piscina fluvial e dar um mergulho (no verão, convenhamos), fazer um dos percursos pedestres até às antas da região, alugar uma bicicleta para conhecer as redondezas (quiçá, fazer a Grande Rota do Zêzere), fazer canoagem ou andar de barco. Ou simplesmente aproveitar este refúgio, a partir do terraço com um copo de vinho na mão.

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Com reserva antecipada, podem também ser organizadas tours históricos e de enoturismo. Ou mesmo uma lição de cozinha tradicional, em que aprendemos a preparar pão caseiro e doces regionais…

Os quartos na Quinta da Eira Velha custam a partir de 60€ para duas pessoas e podem ser reservados aqui. A Quinta fica localizada no Pátio da Eira Velha, à entrada da Aldeia do Mato.

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Chamo-me Diana.Gosto de ler, gosto de escrever e tenho ganho o gosto de viajar. Decidi juntar as histórias acumuladas neste espaço e chamei-lhe Contramapa. Porque nas contracapas dos meus livros existe sempre um mapa, um sítio onde ir, um local a descobrir. Aqui podem conhecer as minhas histórias e viagens em livro aberto.

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16 comentários
    • contramapa
      contramapa says:

      Vai mesmo, que vale a pena! E de Lisboa até podes ir e voltar no mesmo dia, nem precisas de ficar a dormir se não te apetecer! 🙂
      Beijinhos

      Responder
  1. ines
    ines says:

    Wow!! Que lindo!! Os meus pais vão muito!! Vou partilhar com eles este post!! E a parte das comidas… ai que saudades!! Mas já quase chego e vou devorar cada pratinho de esses delicioso 😀

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  2. Marta Chan
    Marta Chan says:

    Tens toda a razao,ha tanto por explorar no centro de Portugal! Este ano estive em Tomar e achei uma localidade cheia de alma e detalhe. E no final do verao estivemos numa terreola pertode Santarém chamada Valada, para um festival no parque das merendas e uauuu que sitio mais lindo!

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    • contramapa
      contramapa says:

      Festival de Merendas? Parece muito fixe! Valada nunca tinha ouvido falar, mas existem tantos recantos em Portugal que é difícil descobrir todos de uma vez! beijinhos!

      Responder
  3. Mirella Matthiesen
    Mirella Matthiesen says:

    Portugal cada dia me impressiona mais, estou lendo sobre tantos lugares que nós brasileiros conhecemos tão pouco … muita coisa a ser explorada nesse país lindo que é Portugal.
    Lindo esse lugar e o post está completinho.

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    • contramapa
      contramapa says:

      Obrigada Mirella! Mas olha que o sentimento é mútuo! Quando vejo artigos sobre locais no Brasil também fico maravilhada com o tanto que é para descobrir!!

      Responder
  4. Luiz Jr. Fernandes
    Luiz Jr. Fernandes says:

    O “centro de Portugal” completamente desconhecido e nada divulgado em meu país, o maior do mundo em habitantes com língua portuguesa. Uma pena que matérias espetaculares como essa fiquem somente nos blogs de Portugal. Abraços!

    Responder
    • contramapa
      contramapa says:

      Olá Luiz! É muito belo mesmo e uma pena que não seja tão divulgado no Brasil. Normalmente os brasileiros vêm mais para o Algarve, Lisboa, Porto e alguns Coimbra! Mas olhe que cada vez mais vejo turistas vindo descobrir outros locais de Portugal! Se calhar já é algum efeito dos bloggers portugueses! 🙂 bjs

      Responder

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