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Grand Canyon – Dicas completas sobre o parque natural!

Depois de 2 dias de aventura no Zion National Park, fomos visitar o Grand Canyon National Park, provavelmente o monumento natural mais conhecido nos Estados Unidos. Fica já no Arizona, e pelo caminho, existe também o Bryce Canyon National Park, que também merece uma visita para viajantes com mais tempo.

Não foi o nosso caso, e partimos diretos para o ex libris da natureza norte-americana.

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Património mundial da Unesco desde 1979, o Grand Canyon National Park ocupa quase 5.000 quilómetros quadrados, numa área do grande planalto do Colorado (que tem ao todo 337.000 quilómetros quadrados, onde também se encontram o Zion National Park e o Bryce Canyon National Park).

Posto isto, o Grand Canyon está então a uma elevada altitude, que chega aos 2.255 metros de altitude, no Grandview Point. Lá em baixo – a 670 metros de altitude – correm o rio Colorado e os seus afluentes, que, através de um processo de erosão ao longo de milénios, criaram as formações rochosas que vemos hoje e que são visitadas por 5 milhões de pessoas todos os anos.

Com este número estrondoso de visitantes, o Grand Canyon National Park está preparado com todo o tipo de infraestruturas, incluindo alojamento (campismo e hotéis), restauração, supermercado e, até, igrejas de vários credos. Grande parte destas infraestruturas fica na Grand Canyon Village.

O número de atividades que se pode realizar no parque é também imenso. Podemos andar de miradouro em miradouro de carro para tirar a fotografia da nossa vida, mas há muito mais para fazer… Caminhadas que duram dias. Dezenas de percursos que podem ser feitos sozinhos ou em tour. Passeios de mula. Passeios de helicópetro. Rafting. Passeios de Barco. Bicicleta. E tudo e tudo e tudo.

visitar grand canyonE mais. Não existe apenas um ponto de acesso ao Grand Canyon. Existem 4 principais – South Rim, North Rim, Grand Canyon East e Grand Canyon West – sendo que apenas os dois primeiros fazem parte do Grand Canyon National Park, gerido pelo National Park Service.

Visitar Grand Canyon – mas qual deles?

Nós visitámos o North Rim e o South Rim em dois dias e, dada a dimensão deste parque, acabámos por fazer os percursos de carro, parando nos miradouros assinalados, que são mais que muitos. Mas falo-vos dos 4, para que possam fazer a vossa escolha…

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Grand Canyon South Rim

Este é o principal ponto de acesso para visitar o Grand Canyon. E também o mais conhecido. Recebe 9/10 do total de 5 milhões de visitantes anuais do Grand Canyon National Park (onde não se inclui Canyon East e Canyon West).

Na parte sul do Grand Canyon existem cerca de 20 miradouros de elevada acessibilidade, que podem ser visitados durante todo o ano. Quer seja no verão para apreciar os tons avermelhados das formações rochosas, quer seja no inverno para nos maravilharmos com o manto branco que cobre o Grand Canyon!

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A vista clássica no Grand Canyon South Rim.

Em termos de vista, é aqui que podemos observar a profundidade do Grand Canyon em toda a sua plenitude. Estamos a 2.000 metros de altitude, e a quase 1500 metros lá em baixo, vemos o Rio Colorado.

A maioria dos visitantes escolhe visitar apenas esta parte do parque, sendo que é muito mais acessível para quem vem de Las Vegas ou da Califórnia. Existe também uma oferta maior de atividades para todas as idades e preferências. Contudo, esperem magotes de pessoas, principalmente nos meses de verão.

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E… encontrámos um uapiti!

Aqui podem ler as descrições e localizações dos 20 miradouros mais acessíveis numa visita ao Grand Canyon South Rim. Visitem o website do National Park Service para mais informação, como por exemplo as caminhadas que podem fazer.

Grand Canyon North Rim 

A parte norte do Grand Canyon é uma zona mais remota e muito menos visitada, recebendo apenas 1/10 dos visitantes do National Park. Fica a 5 horas de carro do South Rim e está aberto apenas de meados de Maio a meados de Outubro. Isto porque fica a uma altitude maior, é menos acessível e costuma ter nevões com frequência durante o inverno.

Contudo, se estiverem de visita ao Grand Canyon durante o verão, não dispensem o North Rim. Sendo uma zona muito mais calma, podemos passear à vontade e estar mais próximos da natureza. A zona tem cerca de 10 miradouros, sendo que um dos mais conhecidos é o Bright Angel Point Trail. 

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No North Rim, no Bright Angel Point Trail.

Em termos de vista, no North Rim a percepção é muito diferente em relação ao South Rim. Localizado a uma maior altitude, aqui conseguimos ter uma noção da dimensão do parque, que se estende ao longo de 446 quilómetros.

Acompanhando o número de visitantes, a variedade de serviços no North Rim é também menor, mas existe alojamento, restauração e oferta de atividades e caminhadas. Basta ir ao North Rim Visitor Center para obtermos toda a informação.

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Aqui podem ler as descrições e localizações dos miradouros do  Grand Canyon North Rim. Visitem o website do National Park Service para mais informação, como por exemplo as caminhadas que podem fazer.

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No caminhada de Cape Royal Trail no North Rim, com a Angel Window, lá atrás.

Grand Canyon West

Apesar de não termos visitado a parte oeste do Grand Canyon, este é um destino favorito para quem visita Las Vegas, dada a proximidade. Não faz parte do Grand Canyon National Park (ou seja, não é gerido pelo National Park Service e portanto é paga uma entrada à parte), mas  já se tornou o segundo ponto mais visitado no Grand Canyon com 1 milhão de visitas anuais.

Muito da fama deste local deve-se ao Glass Skywalk, uma plataforma em vidro na qual podemos caminhar, olhar para baixo… e não ver absolutamente nada. Apenas o vazio por baixo dos nossos pés.

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Glass Skywalk | Fonte: Wiki Commons

Uma das vantagens de visitar o Grand Canyon West é também a proximidade às Havasu Falls, as cascatas azul turquesa que já foram comparadas ao Jardim de Éden. Aqui podem consultar a informação disponibilizada pelo National Park Service acerca das cascatas.

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Havasu Falls | Fonte: Wiki Commons

Grand Canyon East

Gerido pelo Little Colorado River Tribal Park, o Grand Canyon East também não faz parte do National Park, e é gerido pela comunidade de índios Navajo.

Esta é sem dúvida a parte menos conhecida do Grand Canyon, mas aqui podem visitar a Horseshoe Bend, o casco de cavalo deixado pelo rio Colorado na rocha. Para mais informação acerca de preços e condições acesso, consultem o website dos Navajo Nation Parks.

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Horseshoe Bend | Fonte: Wiki Commons

Visitar Grand Canyon – um resumo:

Para mais informação acerca do Grand Canyon National Park (no qual podem visitar o South Rim e o North Rim), consultem este documento partilhado pelo National Park Service. Tem toda a informação que possam precisar para planearem a vossa viagem.

Se viajarem nos meses do verão, convém reservar alojamento ou campismo com alguns meses de antecedência! De resto, não se preocupem. À semelhança do Zion National Park, existem Visitor Centers no South Rim e North Rim com toda a informação e mapas que possam precisar. Tudo organizadinho e com autocarros elétricos entre os pontos de maior afluência. Aqui encontram os preços dos passes para entrar no National Park, sendo que atualmente é $30 por veículo, durante 7 dias.

Se estão em Las Vegas e preferem ao Grand Canyon West e ao Glass Skywalk, comprem a vossa entrada aqui, onde existem vários pacotes à escolha. É uma escolha mais cara para quem faz questão de ter a experiência no Skywalk e não quer perder tanto tempo a ir ao South Rim.

Se preferem ir ao Grand Canyon East e ao Horseshoe Bend, terão de consultar o o website dos Navajo Nation Parks. Esta escolha poderá apenas fazer sentido para quem estiver a fazer uma viagem longa pelos Estados Unidos, ou para quem já tenha visitado o Grand Canyon National Park e procure outro ponto de vista.
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Gostaram de visitar o Grand Canyon? Vejam o Roteiro de 1 mês nos EUA e todos os posts da US Road Trip 2015, incluindo o Zion National Park, a nossa paragem anterior. Podem também acompanhar o Contramapa no Facebook, Instagram e Twitter.

Chamo-me Diana.Gosto de ler, gosto de escrever e tenho ganho o gosto de viajar. Decidi juntar as histórias acumuladas neste espaço e chamei-lhe Contramapa. Porque nas contracapas dos meus livros existe sempre um mapa, um sítio onde ir, um local a descobrir. Aqui podem conhecer as minhas histórias e viagens em livro aberto.

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